OS VERDADEIROS SIGNOS DO ZODÍACO English briefing

Quase todos os que acreditam na influência das estrelas sobre o caráter ou o destino dos seres humanos mostram não haver percebido que a posição relativa do Sol e das Constelações do Zodíaco não é mais aquela em que se baseia a Astrologia. Ou fingem não perceber que os astrólogos trabalham com um céu estranhamente "congelado" em algum dia do século onze, a despeito de que, treze séculos antes – no ano 129 a.C. – o grego Hiparco, o "Pai da Astronomia", já ensinava sobre a precessão dos equinócios, fenômeno que muda as datas dos "signos do zodíaco", constante e inexoravelmente.

Com efeito, um bom "software" de Astronomia pode mostrar que os "signos solares" já não são os mesmos da antiguidade, como já não são os mesmos os "signos ascendentes" definidos nas tabelas astrológicas.

Quanto aos "signos solares", é fácil determinar o atual "caminho" do Sol, em confronto com as Constelações do Zodíaco (veja no gráfico abaixo, que mostra, inclusive, a existência de uma décima terceira Constelação no "caminho" do Sol, a de "Ophiuchus" ou Serpentário). Observe, também, que o "comprimento" das Constelações não é uniforme, apesar do que diz a Astrologia. Veja, por exemplo, que Escorpião só tem 7 dias no percurso do Sol (23 a 30/11), enquanto Virgem tem 45 dias (16/9 a 31/10).

Os cálculos do gráfico, feitos para o ano de 1999, mostram a posição do Sol em relação aos limites convencionados pelo Homem para cada Constelação do Zodíaco. Constata-se que os "signos" astrológicos estão adiantados cerca de 30 graus. O Sol ingressa em Leão, por exemplo, no dia 10 de agosto, enquanto a Astrologia o define em 22 de julho. A cada 2.150 anos aproximadamente ocorre essa defasagem de 1/12, o que significa que lá pelo 26º milênio o ciclo se completa e as atuais definições da Astrologia estarão mais ou menos corretas, novamente, se os astrólogos insistirem no dogma do céu estático.

A cada 70 anos, aproximadamente, os números do gráfico defasam em 1 dia. Em 2069, por exemplo, o Sol estará ingressando em Leão no dia 11 de agosto.

Quanto aos "signos ascendentes" (Constelação que está "nascendo" no horizonte em determinado momento), o cálculo depende da hora e local do evento. Elaboramos um par de discos que, impressos e recortados, permitem a quem não tenha um "software" de Astronomia ver a Constelação do Zodíaco que desponta na Linha do Horizonte. Mais uma vez se observa aqui o "comprimento" diferenciado das Constelações, ao contrário das tabelas astrológicas, que mostram 12 períodos iguais de 30 graus (consideramos, na ponta da seta, a primeira estrela da Constelação a aparecer no horizonte). Vá à página do desenho, imprima-a, recorte os discos e posicione o Disco1 sobre o Disco2.

O Disco dos Ascendentes

Se preferir, utilize a rotina abaixo para obter o mesmo resultado dos Discos:

Dia
(1 a 31)

Mês
(1 a 12)

Hs.
(0 a 23)

Mins.
(0 a 59)

Fuso Horário
(Brasília=3)*

Signo
Ascendente

* Fuso Horário: sinal "-" se a localidade estiver a Leste de Greenwich

• • •

Além do mais, nós temos de convir que as constelações e suas fronteiras são nada mais do que invenções humanas e temporais. Nós poderíamos ter doze, treze ou trinta constelações do zodíaco, dependendo tão-somente das novas descobertas e do humor dos astrônomos de plantão. Exatamente como acontece com nosso sistema solar, que uma vez contou com sete planetas, mais tarde com nove, hoje conta com oito e já se anuncia a descoberta de um 9º planeta, muito além da órbita de Netuno.

As constelações já foram bem mais de cem. Hoje se resumem a 88:

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© 23/07/1999 Atualizada em 21/04/2020