| LAGES - UM PROJETO DE EMBELEZAMENTO
Sugestão para relocalização do Terminal Rodoviário Urbano da cidade * ![]() As idéias primordiais são: - Devolver a Praça Vidal Ramos Sênior ao povo, totalmente ajardinada e arborizada. - Abortar o projeto de transferência do Terminal para a Praça Joca Neves. - Facilitar a vida dos moradores do Morro do Posto, usuários do Terminal. - Ter em mente que as praças devem ser consideradas "santuários" intocáveis, onde só existam o verde, as árvores, as flores, os bancos de jardim e os monumentos. E nas quais o cimento deva ser restrito aos corredores de passagem dos pedestres. - As praças pertencem ao povo! Merecem manutenção especial. E não podem ser loteadas e ocupadas por estacionamentos e por prédios públicos e muito menos por prédios comerciais, concedidos a meia dúzia de comerciantes privilegiados. - Por isso mesmo, decretar-lhes o tombamento (já não são tombadas?) e demolir, além do Terminal, as edificações comerciais e administrativas que tomaram a Praça Vidal Ramos Sênior, como tomaram a Praça João Costa e já ameaçam tomar a Praça Joca Neves. Aliás, a concha acústica da Praça Joca Neves, que nunca deveria ter sido construída, precisa ser demolida urgentemente. Era previsível que se transformasse em dormitório de indigentes e esconderijo de marginais, uma ameaça à segurança e à saúde pública. Aproveitar-se-ia a retroescavadeira na Praça Joca Neves para demolir, também, aquele demagógico monumento à bíblia, de extremo mau gosto. Esses são desafios que eu gostaria de ver na pauta da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de Lages. E o que dizer da Praça João Costa, no particular? Sobrevivente, em uma nesga de terra preciosa, não resistiu à especulação imobiliária! Ainda está em tempo de salvá-la, removendo-lhe as construções verticiais. Devolvendo-lhe o verde, as árvores, as flores, os bancos de jardim e os monumentos. Movendo dali qualquer edificação pública e o comércio estabelecido, que deve ficar restrito às quadras comerciais e residenciais. Se de todo indispensável manter exatamente ali um posto policial e instalações sanitárias públicas, que seja para dentro dos muros do educandário, como sugerido no croqui abaixo. ![]()
E na Câmara Municipal de Lages? Quem se habilitaria a defender, da tribuna, essa causa em prol do cidadão lageano? Quem desencadearia o estudo da viabilidade técnica da remoção do Terminal, da Praça Vidal Ramos Sênior para a Avenida Belisário Ramos? Por tudo isso eu diria que Lages merece um projeto sério e definitivo de urbanização, para as nossas quatro praças principais – as três antes citadas e a Praça João Ribeiro – e para as outras. Sempre no sentido de que nelas predomine o verde e se proscrevam as construções verticais e a invasão de veículos (caso particular e deplorável da Praça Vidal Ramos Sênior e seu Terminal Rodoviário). A própria Praça João Ribeiro, até então preservada, viu-se recentemente violentada com a construção de uma casa mal explicada e felizmente colocada abaixo. Que essa idéia infeliz não volte no ano que vem e não volte nunca mais. E, nessa mesma linha de preocupação, cite-se a lamentável prática de mexer nas cores da cidade para afirmar posições político-partidárias. Casos emblemáticos do monumento a Getúlio Vargas, na Praça João Ribeiro, que a cada governo muda de cor, do educandário na Praça João Costa, com a horrível combinação de cores verde e rosa, dos postes de uma ou outra avenida, que ganham cores de bandeiras partidárias etc. etc. Mencione-se, por oportuno, que o monumento a Getúlio Vargas também foi desfigurado em sua forma, já foi decepado, já foi mutilado, perdeu a leveza da forma e das cores originais. Do jeito que está, melhor seria botá-lo abaixo, juntamente com as outras edificações, nas outras praças, conquanto se mantivesse, no mesmo lugar, o busto do homenageado, sobre pedestal mais discreto para não competir com a visão da nossa bela catedral. Fixei residência em Brasília (DF), há mais de trinta anos, mas sempre que posso volto à minha Lages. E sempre me decepciono com a persistência de problemas que já deveriam estar superados, se contássemos com a boa-vontade dos nossos homens públicos: o primeiro problema é esse do desvirtuamento da finalidade de nossas praças; o segundo é a eterna inconclusão da BR-282, no trecho entre Campos Novos e Lages; o terceiro é a desfaçatez dos ciclistas que circulam em cima das calçadas destinadas aos pedestres, sob o olhar omisso dos raros policiais que patrulham as nossas ruas; e o quarto é a guerra de aparelhagens de som, instaladas nas portas de estabelecimentos comerciais, como se ainda estivéssemos no tempo em que Lages era escrito com "j", o prefeito era o Vidalzinho, dono da "Força & Luz", e o dono da Rádio Clube e do sistema de som instalado em cima da marquise da Farmácia N. S. das Graças era o Jofre. Recentemente eu soube que essa guerra de alto-falantes teria sido proibida pela Prefeitura do município. Não sei se a proibição foi para valer. Vou conferir em minha próxima visita à cidade. * Idéia levada ao gabinete do prefeito de Lages, Raimundo Colombo, em 27/11/2001 |